o gato. Agora vivo com um gato. O gato tem nome mas como o dono é brasileiro eu nunca percebi se é Janice ou Janis (é uma gata). De qualquer maneira, ela não responde ao seu próprio nome. Como tal, refiro-me sempre a ela como "o gato". O gato odeia-me. Não tolera qualquer tipo de contacto fisico meu, e arranha-me e rosna (tanto quanto os gatos conseguem fazer isso) cada vez que isso acontece. No outro dia acordei às 6 da manha com ela a olhar para mim na minha mesinha de cabeceira. Terror puro. Obviamente, dei um salto e ela fugiu a sete pés. Escusado será dizer que tranquei a porta do meu quarto. Escusado será dizer também que fiquei acordado 1 hora, com ela a arranhar a porta, eu a levantar-me para a enxotar e ela a voltar passado 1 minuto. O gato odeia-me.
o senhorio.O senhorio tem uma idade legal estimada em 60 anos mas claramente é antigo. No outro dia ele telefonou-me para o telemovel e eu atendi com: "olá nome_do_senhorio". Segue-se um enorme silêncio que ele quebra com: "como é que sabias que era eu?". Sharaaaam
Para além disso, o homem é esquisito. Ele tem dois carros para ter sempre um estacionado em casa para "os ladrões" pensarm que há sempre alguém em casa. Deixa sempre luzes acessas pela mesma razão. No outro dia, ele decidiu estacionar de maneira a bloquear os nossos carros de entrar ou sair. "Ele vai sair daqui a pouco e por isso é que estacionou assim" - pensei eu. Passaram umas quantas horas e, no dia seguinte, percebemos que ele nao ia mexer o carro tão cedo. Claramente, o homem queria que a gente fosse falar com ele. "Ele está chateado com alguma coisa" - pensei eu - "provavelmente porque lhe sujei a entrada da garagem com oleo" (ah sim, o foguete prateado desatou a esguichar oleo como uma fartura ao sol - podemos tirar o carro do ghetto mas não o ghetto do carro). Vai-se a ver, o homem estava com medo que a gente lhe batesse no carro quando tirassemos os nossos. Sharaaaam
De resto, a vida do costume. Claro que isto de poder ir a pé a supermercados e tal tem tido um efeito interessante: ando a cozinhar muito mais. A primeira refeição que fizémos por aqui foi carne assada e foi umas das melhores que já comi. E, por exemplo, hoje comemos lagosta. Este sítio é muito mais vivo que o ghetto anterior, como podem ver pela figura. Os pontos no "antes" é tudo mecânicos de carros, bombas de gasolina (ai, que o Turco ficou triste) e igrejas (e mesmo essas poucas). No "depois" a coisa é mais bares, cafés, supermercados, lojas de antiguidades (o que eles chamam de antiguidades aqui - 50 anos ou isso) e lojas de tatuagens (que pronto, convenhamos que pode dar jeito), e outras que tal. Deu uma melhorada, como diriam os nossos ex-compatriotas ultramarinos.

1 comment:
Ah..My kitten never scratches me and we sleep together. :D
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