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Tuesday, June 10, 2008

Sai o velho, entra o novo

Mais uma vez, cá estou a eu a dar-vos as notícias deste cantinho do mundo, onde os homens mascam tabaco e os mosquitos têm o vírus do Nilo Ocidental (west nile virus).
As notícias mais relevantes são que todos aqueles personagens que viviam cá em casa e que vocês aprenderam a amar foram-se embora. Sim, o tropa e a sua namorada (não) stripper foram viver para outro sitio durante o verão (mas é capaz de voltar em setembro); o Dan, aquele psicopata de Nashville, finalmente estalou e decidiu que não quer continuar a viver nestas condições e mudou-se para outro lado qualquer na cidade; e o BJ, o relações públicas da equipa de basket, vai voltar para Denver, Colorado, porque "Houston é uma cidade feia e eu tenho de viver numa cidade gira" e "as pessoas aqui sao mal-educadas".
Pronto, e assim se foram todos os meus personagens. Entretanto, chegou uma nova fornada de personagens para animar as minhas e as vossas vidas. Apresentam-se:
  • Pavel: o primeiro a chegar. Chegámos a viver uma semana só nós os dois aqui por casa e foi bem pacífico. Claro que ele (como eu o percebo) passou por aquela fase em que estava sempre trancado no quarto e só saía para comer e tal mas tornou-se mais sociável, entretanto. É um psicólogo social, estuda os toxico(in)dependentes e só cá vai estar 4 meses. Tinha um certo talento para fritar coisas e empestar a casa durante umas horas até eu o ensinar a usar a ventilação
  • Abhay: um programador indiano que trabalha para a Chevron e que por vezes cheira um bocado mal. Por outro lado, não cozinha, que era a minha preocupação quando descobri que um indiano vinha para cá. E isto não é racista da minha parte: nos meus tempos de utente dos transportes públicos de Houston, tive o prazer de partilhar assento com muitos indianos (jovens) e todos eles cheiravam a caril. É simpático mas acho que tem um sentido de humor um bocado peculiar e não tem problemas a partilhar a sua vida.
  • Hermann (acho eu ): é um francês que está cá a tirar o curso de engenharia electrotécnica. Já cá está há 6 anos e faz musculação: bebe aqueles batidos de proteínas e anda sempre com camisas de cavas (e por isso é que digo que ele faz musculação).
Portanto, acho que este Herman é o novo tropa e o Abhay é o novo BJ (o PR da equipa de Basket) embora menos efusivo. Mas acho que o checo é o antigo eu e eu sou o novo Dan (o psicopata de Nashville), visto que ele continua a trancar-se fervorosamente no quarto e agora eu açambarco a sala (como o Dan costumava fazer) a ver séries de que eles não gostam (como Dan, a ver NASCAR e basket) e a reclamar por eles não porem a louça na máquina e a ser genericamente passivo-agressivo.
E pronto, novidades contadas vou voltar ao retiro. Tenho grandes coisas para vos mostrar mas preciso de dar um passeio para documentar com fotos. Até lá, beijinhos e abraços e muitas saudades a todos.

Sunday, March 30, 2008

De volta ao faroeste

e pronto, estou de volta...
Peço desculpa a todos aos que não consegui falar tanto quanto enquanto estive por portugal e por não escrever no blog há mais de um mês. As minhas ultimas semanas antes de ir aí foram um bocado atarefadas mas prometo que agora vou ser mais regular. E, para provar isso, cá estou eu a escrever isto antes mesmo de abrir as malas.

A viagem correu bem. Não houve a temida escala em Detroit, como na ida. Mesmo assim, são 10 horas seguidas num avião. Um conselho: quando se apanharem numa situação dessas, não contem as horas. Depois das típicas burocracias de imigração lá consegui apanhar o shuttle para casa. Mais umas duas horas a deixar pessoas em sítios estranhos (Houston é realmente grande) e descubro que o condutor pensava que eu era outra pessoa que era suposto deixar noutro sítio. Mais um compasso de espera e vou finalmente em direcção a casa. Pelo caminho venho a descobrir que a há duas versões da origem do nome do nosso belo país. A versão que eu conhecia e que desconfio que aprendi na escola é de que vem de PortoCalle, o condado de D. Afonso Henriques. Ora, o meu condutor (que se dizia Palestiniano mas que nasceu aqui - situação rara) riu-se dessa versão e disse que eu estava muito enganado. Aparentemente a história que circula por aquela parte do mundo é que o nome Portugal vem do cheiro a laranjas. Parece que Portucallis - ou coisa parecida - é a palavra árabe para esse cheiro. O homem parecia saber o que dizia. Vim a descobrir que Aljezur quer dizer ponte, na versão do arabe texano, o que contrastava um pouco com a versão que eu conhecia de um àrabe a sério onde Aljezur queria dizer ilha. Mas estão suficientemente próximos para eu dar algum crédito ao árabe texano. Mais uma vez venho atestar que os Texanos são bastante cultos, mesmo os texanos palestinianos.

E com esta vos deixo, com saudades e uma estranha sensação acerca do conceito de casa.

Friday, February 8, 2008

Vida Social

Bem, a minha social está claramente a melhorar. Começo a falar melhor com os meninos aqui de casa e começam a partilhar as suas angústias comigo. Hoje, tivémos um momento, aqui todos juntos à hora de jantar. O tropa George está com um dilema na sua vida: a sua namorada começou a trabalhar num clube de strip. Não como stripper mas como empregada de mesa da espelunca. Ora, isto está a ser um grande problema para ele. primeiro, porque ela trabalha num clube de strip e tem os gajos todos a olhar para ela e depois porque tem de usar uma roupinha especial para trabalhar lá (o que faz com que os gajos olhem ainda mais para ela). Parece que o caso está a tomar proporções sérias com ele a dizer que vai ter de acabar com ela. Ela defende-se a dizer que é um clube de strip de classe ao que o pessoal cá de casa responde que essas duas palavras não vão bem na mesma frase. Por esta altura, o tropa George decide que precisa de ver o fatinho que a menina leva para o trabalho e que quer a nossa opinião acerca do assunto. As fotos lá chegam, cortesia do mundo online onde vivemos, e somos então presenteados com uma menina vestida com algo que parecem uns collants semi transparentes pelo corpo todo excepto nas costas que estão completamente despidas. É neste momento que o tropa George decide que precisa de uma bebida e sai porta fora. Após este momento, os outros dois ocupantes da casa ficam a discutir o que fariam na situação dele, argumentos esses que não vou repetir mas posso dizer que foi uma coisa muito à Pio.
Noutro grande evento social, fui almoçar com a portuguesa que aqui conheço e os elementos do seu grupo. Foi dos melhores momentos que já aqui passei. Tudo muito relaxado e fácil. Isto porque neste grupo estão 2 portugueses, 2 brasileiros e um italiano. Fomos comer a um restaurante italiano que era de um mexicano e também foi das melhores refeições que já aqui comi. Uma boa alternativa aos enlatados e junk food do costume.
E pronto, de resto cá continuo a ambientar-me. Agora, deixo-vos aqui com a foto de algo bem americano: a caixa postal com a bandeirola que é onde espero as vossas cartinhas. beijinhos

Saturday, February 2, 2008

Conversas à distância


Como sabem, passo os meus tempos mortos a falar com muitos de vocês por messengers e videoconferência. Não é a mesma coisa e perde-se muito por se estar a ver a outra pessoa por uma janelita e tal mas, por vezes, tem coisas que não se conseguem por outros meios. Os meus pais são pródigos em fornecerem-me momentos de humor não intencionais ao tentarem negociar com a webcam.
Da primeira vez que instalaram a camera estava o meu pai a andar para a frente e para trás com aquilo enquanto a minha mãe falava comigo. Muita piada mas não fica tão bem em imagens paradas (que eu tenho mas não estou a mostrar). Agora, o que vos posso mostrar é a mestria do meu pai a configurar a camera após ter activado algum tipo de efeito esquisito. Mais uma vez, a minha mãe a fazer conversa enquanto o meu pai está a avacalhar o software da camera. Muito bom!
De resto, como podem ver pela falta de posts, começo a ter menos tempo para actualizar o blog porque já vou trabalhando qualquer coisa. Vou tentar ter mais tempo para escrever estes pequenos apontamentos deste mundo estranho que é o Texas. Porque, afinal de contas, isto é o Texas, tem de haver coisas para contar. A pedido de muitas famílias, vou tentar arranjar a foto do Turco (que continua a pagar-me cafés) e da poltrona Revigrés. Beijinhos a todos, do Texas.