e pronto, estou de volta...
Peço desculpa a todos aos que não consegui falar tanto quanto enquanto estive por portugal e por não escrever no blog há mais de um mês. As minhas ultimas semanas antes de ir aí foram um bocado atarefadas mas prometo que agora vou ser mais regular. E, para provar isso, cá estou eu a escrever isto antes mesmo de abrir as malas.
A viagem correu bem. Não houve a temida escala em Detroit, como na ida. Mesmo assim, são 10 horas seguidas num avião. Um conselho: quando se apanharem numa situação dessas, não contem as horas. Depois das típicas burocracias de imigração lá consegui apanhar o shuttle para casa. Mais umas duas horas a deixar pessoas em sítios estranhos (Houston é realmente grande) e descubro que o condutor pensava que eu era outra pessoa que era suposto deixar noutro sítio. Mais um compasso de espera e vou finalmente em direcção a casa. Pelo caminho venho a descobrir que a há duas versões da origem do nome do nosso belo país. A versão que eu conhecia e que desconfio que aprendi na escola é de que vem de PortoCalle, o condado de D. Afonso Henriques. Ora, o meu condutor (que se dizia Palestiniano mas que nasceu aqui - situação rara) riu-se dessa versão e disse que eu estava muito enganado. Aparentemente a história que circula por aquela parte do mundo é que o nome Portugal vem do cheiro a laranjas. Parece que Portucallis - ou coisa parecida - é a palavra árabe para esse cheiro. O homem parecia saber o que dizia. Vim a descobrir que Aljezur quer dizer ponte, na versão do arabe texano, o que contrastava um pouco com a versão que eu conhecia de um àrabe a sério onde Aljezur queria dizer ilha. Mas estão suficientemente próximos para eu dar algum crédito ao árabe texano. Mais uma vez venho atestar que os Texanos são bastante cultos, mesmo os texanos palestinianos.
E com esta vos deixo, com saudades e uma estranha sensação acerca do conceito de casa.
Peço desculpa a todos aos que não consegui falar tanto quanto enquanto estive por portugal e por não escrever no blog há mais de um mês. As minhas ultimas semanas antes de ir aí foram um bocado atarefadas mas prometo que agora vou ser mais regular. E, para provar isso, cá estou eu a escrever isto antes mesmo de abrir as malas.
A viagem correu bem. Não houve a temida escala em Detroit, como na ida. Mesmo assim, são 10 horas seguidas num avião. Um conselho: quando se apanharem numa situação dessas, não contem as horas. Depois das típicas burocracias de imigração lá consegui apanhar o shuttle para casa. Mais umas duas horas a deixar pessoas em sítios estranhos (Houston é realmente grande) e descubro que o condutor pensava que eu era outra pessoa que era suposto deixar noutro sítio. Mais um compasso de espera e vou finalmente em direcção a casa. Pelo caminho venho a descobrir que a há duas versões da origem do nome do nosso belo país. A versão que eu conhecia e que desconfio que aprendi na escola é de que vem de PortoCalle, o condado de D. Afonso Henriques. Ora, o meu condutor (que se dizia Palestiniano mas que nasceu aqui - situação rara) riu-se dessa versão e disse que eu estava muito enganado. Aparentemente a história que circula por aquela parte do mundo é que o nome Portugal vem do cheiro a laranjas. Parece que Portucallis - ou coisa parecida - é a palavra árabe para esse cheiro. O homem parecia saber o que dizia. Vim a descobrir que Aljezur quer dizer ponte, na versão do arabe texano, o que contrastava um pouco com a versão que eu conhecia de um àrabe a sério onde Aljezur queria dizer ilha. Mas estão suficientemente próximos para eu dar algum crédito ao árabe texano. Mais uma vez venho atestar que os Texanos são bastante cultos, mesmo os texanos palestinianos.
E com esta vos deixo, com saudades e uma estranha sensação acerca do conceito de casa.
7 comments:
os texanos não são estupidos nenhuns!!
Essa das laranjas...devo dizer que há uma coisa que há muito me intriga.
Já vais perceber. Aquando de uma viagem à Grécia comprei lá uma laranjada e trouxe a lata "às costas" para cá, já que como adolescente, tinha a mania das colecções e o meu primo tinha-me dado as latas dele há pouco, como herança, o que motivou o transporte da lata, blá blá.
Pois bem...a pergunta é: Como se diz laranjada em grego?
Pois, já estavas à espera, é "portucalada" (mais coisa menos coisa).
Vai daí, o palestexano (apesar de não falar grego) até é capaz de ter alguma razão...ou não :))))
abc e gostei de te ver por cá.
ainda uma reflexão sobre as laranjas:
corre em marrocos e na maioria dos países árabes que portugal significa laranja e aparentemente este teria sido o nome dado pelos árabes ao país das laranjas (pelo menos no algarve, abundam).
a professora de árabe da joana também parece partilhar esta teoria.
aliás, tivemos esta conversa sobre a origem do nome portugal no vosso jantar e debatemos também o nome lisboa: também nesse capítulo parece existir uma origem árabe...
(podes sempre perguntar a opinião sobre este assunto a algum árabe texano por aí).
se o rod estivesse a escrever este post certamente diria que os árabes têm muito em comum com os catalães no capítulo do "nós inventámos tudo".
pois a mim não me convencem.
não sendo eu do norte, parece-me que porto como origem faz mais sentido.
mas nunca se sabe.
a verdade é que a história das laranjas está bastante difundida no mundo árabe (não sei se em marrocos ou noutro país, existe também a versão com tangerinas...)
acrescento ao post do bruno que parece que na turquia também têm o mesmo nome para laranjada, mas não estou certa.
finalmente, devo confessar que nunca pensei escrever tanto sobre este tema...
beijos e até junho!
Pois na minha humilde convicção, Portugal (nossa Pátria) é que dá origem a portugal (laranja em árabe). Os sarracenos só descobriram esses citrinos depois de ocuparem a Península, antes disso, fruta, só mesmo tâmaras!
É exactamente o contrário!
Portugal é que trouxe a laranja para o Mediterrâneo. E não é só em árabe e grego. Em muitas outras línguas mediterrânicas (dialectos do sul de Itália, por exemplo) o nome da laranja vem de Portugal.
Já agora da wikipedia:
The Persian orange, grown widely in southern Europe after its introduction to Italy in the 11th century, was bitter. Sweet oranges brought to Europe in the 15th century from India by Portuguese traders, quickly displaced the bitter, and are now the most common variety of orange cultivated.
Eu perguntei a minha maezinha que e pessoa muito sabedora e esses arabes nao sabem o que dizem (a minha professora de arabe incluida). Portugal vem mesmo de Portus Calle e a laranja so chegou a Portugal depois dos arabes terem voltado la para o sitio deles. E agora so para me gabar, cor-de-laranja em arabe diz-se burtuqaali pq eles nao teem som para P. e com esta vos deixo. Abreijos
J
Bem bem...
http://en.wikipedia.org/wiki/Portus_Cale... Começa com uma séria delas no cravo e acaba com uma na ferradura.
Post a Comment